Diário de uma apaixonada parte 2
É com esse meme que eu começo o meu diário de uma apaixonada - parte 2.
Enfim, aconteceu mais um encontro. Novamente a pegada sexual comandou o rolê e apesar de ser muito bom como sempre é e foi estou aqui me perguntando, o que eu estou buscando nessa relação?
Aquelas perguntas do texto anterior estão rondando a minha cabeça em uma velocidade assustadora. Passei o dia de ontem vendo e assistindo vídeos de terapeutas sobre esse tipo de relação.
Apesar de alguns Youtubers tentarem vender uma fórmula mágica de fazer o cara se interessar, o lance é que não há fórmula mágica. É muito mais um processo de auto conhecimento, em saber lidar com suas feridas e inseguranças que fazer um cara "se arrastar" por você. Primeiro que qualquer relação em que você precisa dominar alguém já é um tanto problemático, segundo que qualquer coisa você precisa forçar ou investir uma energia tão grande para que isso aconteça, a longo prazo você não dará conta de continuar.
Porque relacionamentos não são fáceis, nunca, em tempo algum. Exige disposição de ambos em permanecer e querer construir uma história. Se já temos um lado que demonstra que não está tão disposto, é melhor deixar ir. Pra variar, eu me perdi no que pensei em escrever, mas é fato que o moço já não está tão disponível e nem tão disposto e apesar do sexo ser maravilhoso me pergunto: será que vale a pena continuar? Será que vou me machucar, apesar de brincar e falar que estou apaixonada, o fato é que ele despertou em mim novamente a vontade de ter alguém, de estar com alguém. Me obrigou a olhar novamente para os meus sentimentos, acolher minhas imperfeições e pensar: é isso o que tem pra hoje! Investir em alguém porque essa pessoa desde o princípio demonstrou estar disposta em ter um relacionamento com você mas sem você de fato estar atraída, apaixonada é doloroso demais. É optar por tentar anular seus sentimentos e isso nunca dá certo. Acabei de descrever meu último relacionamento, pensei que a racionalidade me seria boa, mas só evidenciou minhas inseguranças, o pavor da rejeição e me fez ficar em uma relação que não me cabia, aliás nunca me coube, mas achei que era o melhor pra mim. Sim, nunca dá certo quando rebaixamos demais o que achamos que merecemos.
A grande questão é que agora além das inseguranças está aqui também uma carência de afeto, de ter carinho, assim como tá batendo a falta de sentir aquela troca que rola quando há sexo, enfim, tô aqui, pensando em como isso tá me confundindo e permitindo que eu enxergue afeto onde não tem. Se no post anterior eu decidi manter essa "relação" e ver no que ia dar, agora eu prefiro terminar ela. Preciso ser mais generosa comigo mesma, continuar a encontrá-lo, manter essas conversas por whatsapp esta bem longe do que eu quero. Eu quero entrega, eu quero ser acolhida e o sexo vai ser consequência disso tudo, não o meio pelo qual eu vou ter o que eu quero.
Costumo brincar que é horrível ser uma "galinha" com sentimentos, mas na realidade estou tentando ter uma relação com o sexo em que eu não saia machucada. E importante assumir que gosto de sexo, mas gosto muito de ser acolhida também e se não rolar de encontrar alguém bacana, é melhor eu me virar sozinha. É o melhor a fazer por mim.
Tem uma trilogia que eu amo, são os filmes "antes do amanhecer", "antes do por do sol" e "antes da meia noite". A personagem Celine, interpretada pela atriz Julie Delpy, afirma que começou a evitar o sexo pelo sexo porque se apaixonava pelos detalhes de cada pessoa com quem se envolvia. Essa fala está no filme "antes do por do sol", apresenta um Celine solteira, sonhadora, mas não tão jovem e que tenta lidar com as feridas deixadas por cada relacionamento que teve. Essa Celine sou eu hoje. E vou tentar seguir a promessa de ser generosa comigo mesma, com meus sentimentos, com as minhas limitações e parar de sair com o moço, jogar a real pra ele.



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